terça-feira, 9 de dezembro de 2014

... sobre as "italianas"...

Sabemos o que nos espera. As cadeiras vazias, um nervosismo que nos vai habitando. A conversa no palco. No centro, as pedras. Não simples pedras. Mas as da magia. Noa camarins estarão os adereços, expectantes, em sussurros de desejo. Serão Outros. Testemunharão os corpos que vão rindo, chorando, fingindo. Bolsões vazios. Pecados. Bonecas atrevidas. Pecados. Animais-vassoura. Pecados. Cordas ao pescoço. Pecados. Feitos, processos. Pecados e pecados. Formas de sapatos. Pecados. Uma cadeira, um manto, um pajem. Pecados, pecados e pecados. A loucura-salvação. Uma moça, um broquel, uma espada. Tantos pecados. Pecados. Espadas medievais. De novo a salvação. As palmas ficarão para outro dia. Afinal, são importantes. Mas não tanto. Porque voltámos a sentir mais um desafio. Conseguimos ultrapassá-lo. Não foi fácil. Todos crescemos um pouco. Procuraremos aprender com os erros. É esse, também, o objetivo de tudo isto. Aprender com os erros. Repensar. Atuar. (De novo). Repensar. Atuar. E um dia, quando formos Outros-Outros, estas imagens sorrir-nos-ão.
 
E a "italiana"? É sempre importante. À volta de uma mesa. Num círculo. Num palco sem palco. Mas a "italiana"... Não se preocupem. Nem é importante. Muita merda, hYbris. Somos Desafio!
 
 








 

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