quarta-feira, 8 de abril de 2015

O nosso projeto...




Ato Primeiro

 Terá nascido em 497 ou 496 a.C e falecido no inverno de 406 ou 405 a.C. Dramaturgo grego, foi um dos mais importantes escritores de tragédias, juntamente com Ésquilo e Eurípedes. Terá nascido em Colono, perto de Atenas, durante o governo de Péricles, considerado o apogeu da cultura helénica e de acordo com uma enciclopédia do séc. X terá escrito cento e vinte a três peças, das quais apenas sete se mantiveram de forma completa. Foi o mais celebrado dos dramaturgos durante quase cinquenta anos, na cidade-estado de Atenas, nos concursos dramáticos que tinham lugar nas festas religiosas Leneana e Dionísia. Trabalhou como ator. As suas tragédias apresentam-nos o sofrimento que decorre, por um lado, do excesso de paixão e, por outro, o que é consequência do destino.

Σοφοκλῆς. Assim se chama, em grego.
Sófocles. Assim se chama na língua de Camões.

 

Ato Segundo

 Uma Trilogia. A Tebana. Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona. E é, nesta trilogia, este último texto dramático que nos fará homenagear Sófocles. Sim. Antígona. Uma irmã deseja sepultar um irmão. Creonte, o tio, absolutista, não o permite. Quem desafia as leis de quem as dita só poderá ter um fim. O que fazer então? Defender os valores da pólis? Ou permitir, de alguma forma, a intromissão de valores morais que permitam a salvação de Antígona? O que fará a sua irmã? E o noivo de Antígona, filho de Creonte? Conseguirá Tirésias, o adivinho-deus salvar tudo e todos do que parece ser o fim iminente de personagens que acreditam nos seus valores e que por eles lutam afincadamente?

 

Ato Terceiro


 Sabem, no fundo teria sido bem mais fácil desistir. Os obstáculos com que nos temos deparado tem-nos levado a pensar nisso. Afazeres pessoais. Uma vida académica. A aprendizagem constante e o crescimento pessoal no dia-a-dia. As novidades. As incompatibilidades. Mas hoje, perante os obstáculos, acreditámos que seríamos capazes de homenagear Sófocles e todos aqueles que tanto têm feito pelo Teatro. É quase um atrevimento fazermos este texto. Lidamos com o que há de mais puro no Teatro. Lidamos com a Essência do Teatro. Mas saberemos fazê-lo. Temos rido. Chorado. Temos questionado. Descoberto. E uns, de forma mais fácil, outros de forma mais difícil. Mas tenho-vos visto crescer. Como seres humanos que são. E como quem faz teatro da forma mais bonita e verdadeira. E assim vamos percorrendo o nosso palco. Os nossos palcos. A fechar ciclos. A abrir outros. E no fim teremos o sorriso do público.
 
“Simpathos”.
 
Autêntico.
 

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