sábado, 16 de novembro de 2013

Acerca do "Bolso"


Aqui deixarei algumas estrofes da autoria de Alberto Caeiro, associadas ao exercício dramático em que nos encontramos a trabalhar. As estrofes são as seguintes:


1 - "Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la,
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez,
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar."

2 - "Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que nossos olhos
nos podem dar
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver"

3 - "A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias."

"O Bolso" - ensaios

hYbris, Grupo de Teatro, continua os seus ensaios para a apresentação do primeiro projeto do corrente ano letivo, em Dezembro, desta vez a partir da adaptação de um texto original de Ruy Jobin Neto. A paixão pelo teatro tem sido demonstrada pelos elementos que fazem parte do grupo, este ano e a motivação é muita. Mais fotos em breve.
 







 
 
(Fotos de Paulo Martins)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Novos projetos...

O ano letivo começou. Também este grupo, que procura nas suas vivências diárias, tornar o teatro vida e a vida em teatro. Somos menos. Muitos foram para a faculdade, outros estabeleceram as suas prioridades. E por que a falta de visão continua a existir, uma das coordenadoras deste grupo viu-se obrigada a mudar de escola. Mas ficou a vontade de continuar neste novo caminho que há de nascer. Do ano passado ficaram as saudades de um projeto que nos fez voar e a vontade de tornar os erros cometidos em novos e refrescantes desafios. Formou-se uma equipa. Pronta a decorar mais um texto, a contornar dificuldades. Para todos crescermos e um dia, mais tarde, relembrarmos. Leram-se textos. Ficou um. Pequeno. Fizemos as adaptações devidas tendo em conta o tempo, o número de atores / atrizes. E assim ficou um, da autoria de Ruy Jobim Neto. Chamar-se-á "O Bolso". E será sobre a sociedade em que vivemos, sobre os sonhos de todos nós e sobre as formas que utilizamos para aniquilar o que é genuíno, puro, verdadeiro. Será uma história de amor. Uma história sobre a infância de todos nós. Em Dezembro.
 
Cá vos esperamos, com a crença que as prioridades que cada um estabelece, dia a dia, valha a pena.
 
Um bom ano letivo. Cresçamos com o teatro e no teatro.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Festas Felizes

 
 
hYbris, Grupo de Teatro deseja a todos Festas Felizes.
 
 

Obrigado por estarem connosco!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

"O Meu Pássaro da Alma..."


São vinte. É com este número que recomeça este Grupo de Teatro. Cada um deles com os seus dias repletos de sorrisos, de ansiedades, de sonhos e angústias. Foi o teatro que os juntou. E um Pássaro. O da Alma. E foi assim que falaram sobre ele.

 

Alice Almeida

“… sente-se concretizado, pois até agora consegui alcançar quase todos os meus objetivos e sinto-me feliz por isso.

A vida são dois dias, por isso tem que ser aproveitada ao máximo, fazermos aquilo que mais gostamos. E é precisamente isso que estou a fazer, estou no Grupo de Teatro hYbris e estou muito feliz por ter aproveitado esta oportunidade.”

 

Ana Cristina

                “…, uma criatura estranha e confusa, um tanto difícil de compreender. É, de facto, uma criatura interessante.

É, sem dúvida alguma, a parte mais verdadeira do meu ser. A mais verdadeira e a mais profunda também. É o eu completo. É, simultaneamente, o melhor e o pior dos meus lados. O mais aberto e sincero e o mais obscuro. É a gaveta dos meus segredos e pensamentos. O que é o meu Pássaro da Alma senão o meu reflexo ao espelho?”

 

Ana Faria

“… voa livre em cada sentimento. Sente-se feliz, sente-se zangado, sente-se magoado, pode sentir-se de várias formas, explorando-as; perguntando o que são, voando nelas.”

 

Ana Rita Alves

“… é estranho, muda constantemente e, às vezes, é como se não correspondesse áquilo que sinto, porque sai inseguro em relação à felicidade e ao ódio e, por vezes, sem sempre demonstra aquilo que sinto, aquilo que penso e aquilo que sou.”

 

Ana Rita Silveira

                “… seria um Pássaro muito aventureiro, que saltitaria de sentimento em sentimento, mas nunca me deixando triste. Um Pássaro pronto para acolher um amigo que precisasse, um Pássaro que pudesse fazer tudo o que quisesse sem consequências. Seria um pássaro que adoraria estar com os amigos, mas ao mesmo tempo gostaria de estar sozinho. Este é o meu Pássaro da Alma.”

André Soares

                “… não passa do meu reflexo, da minha essência, da minha existência. Acredito que é o meu espelho e que dependemos mutuamente um do outro.”

 

Bárbara Loureiro

                “… é sereno, calmo e brincalhão. Gosta de brincar e de se divertir com aqueles que que vê como amigos. Não gosta de inveja mesmo quando sem querer a sente. O meu Pássaro é jovem e gosta de sentir essa juventude ao máximo.”

 

Beatriz Azevedo

                “… é a força que faz continuar e lutar para os céus alcançar. É aquele que mais cresce e aprende uma maneira nova de viver a cada dia que passa. Vive para desvendar grandes mistérios, como a Morte e a Vida. É um Pássaro que tudo encontra, mesmo que esteja perdido e abre as asas para receber tudo o que o mundo tem para dar…”

 

Carmelinda Pimenta

                “… é a liberdade que rasga os céus, com asas de sonho e pensamentos doces. O meu Pássaro é aquele que mais sonha, mais quer e ambiciona, é aquele que realiza e não desiste, alcança tudo o que a vida desafia, é um lutador reconhecível, é um Pássaro da vida. É o meu Pássaro da Alma.”

 

Cedelina Mendes

“… é a minha vida, meu criador, meu protetor. O meu Pássaro da Alma é o meu amor, minha paixão, meu ódio, minha raiva. O meu Pássaro da Alma é o meu espelho, o meu reflexo.”

 

Cláudia Fonseca

                “… é a minha inspiração, a minha alegria e o meu viver. É por ele que eu acordo todos os dias, é por ele que eu conquisto e concretizo os meus sonhos.

Viver é encantar, é aproveitar ao máximo os momentos da vida e dela tirar ensinamentos. E tudo isso aprendi com o meu Pássaro da Alma.”

 

 Diogo Carvalho

                “… é o meu grande amigo nas horas más, ajuda-me a ter a calma necessária em diversas situações, é ele que me apoia em tudo, vai comigo para todo o lado. O meu Pássaro da Alma ajuda-me, principalmente, a conhecer a pessoa que sou realmente.”



Fábio Anunciação

                “… permite-me voar em mim mesmo, conhecer o meu interior. Com ele entendo as razões pelas quais reajo de diferentes formas perante os acontecimentos. O meu Pássaro da Alma vai buscar memórias, os acontecimentos mais marcantes. Sem ele não seria o que sou…”

 

Ineida Borges

                “… é um Pássaro muito feliz que está sempre a dançar e fazer gestos. Esse Pássaro tem sucessos, faz atividades em vários sítios. Eu gosto do meu Pássaro da Alma, é giro e amável.

É um Pássaro livre e simpático. Estou apaixonada pelo meu Pássaro da Alma. Faz-nos divertir muito.”

 

Inês Ferreira

                “… representa um sentimento de revolta, algo profundo, mexe bastante com o nosso ser e com o nosso estar.”

 

Isa Monteiro

                “… é  muito simpático, por vezes torna-se numa criatura complicada e triste.”

 

Jéssica Ribeiro

                “… sorri quando entro no mundo de sonhos, voa sobre florestas iluminadas, rios de águas límpidas e olha para as estrelas num dia de céu estrelado.

Chora quando alguém me rebaixa, zanga-se quando sinto solidão.

Mas é ele que ilumina o meu dia, que traz alegria aos meus dias chuvosos e me apanha quando vou cair, é o meu anjo da guarda.

O meu Pássaro da Alma abraça e aquece-me, é ele que me lembra que o dia seguinte será melhor que o anterior.”

 

Luís Machado

                “ … não tem calma, o seu interior é uma revolução e de bom não tem nem vivalma. O meu Pássaro da Alma não tem pessoas, outros dentro de si com sentimentos bons. Tem a solidão, a tristeza, a raiva e o amigo ódio, mas todos eles com demoníacos dons.

O meu Pássaro da Alma até raiva de si tem, pode-se tentar esperar algo alegre nele e ter esperança mas desenganem-se…! Nada de bom lhe vem.

O meu Pássaro da Alma é um autêntico monstro à espreita, só as suas ideias e a sua justiça é que o guiam. Dentro dele corre apenas fria água. Quem o pode mudar, pássaro feito apenas de mágoa? O meu Pássaro da Alma é triste, sombrio e agoirento. Cuidado com ele, a sua cor é o cinzento.”

 

Micael Conceição

“… é aquele pássaro que se transforma perante os problemas que me atingem.

Há dias em que o meu Pássaro da Alma se encolhe e só lhe apetece fugir, há outros em que só tem vontade de se erguer e lutar contra todos os sentimentos e emoções que o confrontam.

Gostava de poder não sentir o que sinto para que o meu Pássaro pudesse ser livre, para que não sofresse diariamente com tudo o que me rodeia.”

 

Pedro Brás

“… apareceu do nada mas como um raio de sol iluminou-me a vida, fez-me sentir feliz. Apenas eu o via, as outras pessoas não conseguiam tal coisa, talvez cegas com a ambição pela riqueza, esquecidas da procura pela felicidade, esqueceram-se, também, do sentido da vida.

Até que um dia o Pássaro da Alma, não só o meu mas o de toda a gente, apareceu como o sol num dia quente de verão, iluminando a vida de todas as pessoas, trazendo felicidade até aos que sentiam os sentimentos mais obscuros…”