São vinte. É com este número que recomeça este Grupo de Teatro. Cada um deles com os seus dias repletos de sorrisos, de ansiedades, de sonhos e angústias. Foi o teatro que os juntou. E um Pássaro. O da Alma. E foi assim que falaram sobre ele.
Alice Almeida
“… sente-se concretizado, pois
até agora consegui alcançar quase todos os meus objetivos e sinto-me feliz por
isso.
A vida são dois dias, por isso
tem que ser aproveitada ao máximo, fazermos aquilo que mais gostamos. E é
precisamente isso que estou a fazer, estou no Grupo de Teatro hYbris e estou
muito feliz por ter aproveitado esta oportunidade.”
Ana Cristina
“…,
uma criatura estranha e confusa, um tanto difícil de compreender. É, de facto,
uma criatura interessante.
É, sem dúvida alguma, a parte
mais verdadeira do meu ser. A mais verdadeira e a mais profunda também. É o eu
completo. É, simultaneamente, o melhor e o pior dos meus lados. O mais aberto e
sincero e o mais obscuro. É a gaveta dos meus segredos e pensamentos. O que é o
meu Pássaro da Alma senão o meu reflexo ao espelho?”
Ana Faria
“… voa livre em cada sentimento.
Sente-se feliz, sente-se zangado, sente-se magoado, pode sentir-se de várias formas,
explorando-as; perguntando o que são, voando nelas.”
Ana Rita Alves
“… é estranho, muda
constantemente e, às vezes, é como se não correspondesse áquilo que sinto,
porque sai inseguro em relação à felicidade e ao ódio e, por vezes, sem sempre
demonstra aquilo que sinto, aquilo que penso e aquilo que sou.”
Ana Rita Silveira
“…
seria um Pássaro muito aventureiro, que saltitaria de sentimento em sentimento,
mas nunca me deixando triste. Um Pássaro pronto para acolher um amigo que
precisasse, um Pássaro que pudesse fazer tudo o que quisesse sem consequências.
Seria um pássaro que adoraria estar com os amigos, mas ao mesmo tempo gostaria
de estar sozinho. Este é o meu Pássaro da Alma.”
André Soares
“…
não passa do meu reflexo, da minha essência, da minha existência. Acredito que
é o meu espelho e que dependemos mutuamente um do outro.”
Bárbara Loureiro
“…
é sereno, calmo e brincalhão. Gosta de brincar e de se divertir com aqueles que
que vê como amigos. Não gosta de inveja mesmo quando sem querer a sente. O meu
Pássaro é jovem e gosta de sentir essa juventude ao máximo.”
Beatriz Azevedo
“…
é a força que faz continuar e lutar para os céus alcançar. É aquele que mais
cresce e aprende uma maneira nova de viver a cada dia que passa. Vive para
desvendar grandes mistérios, como a Morte e a Vida. É um Pássaro que tudo
encontra, mesmo que esteja perdido e abre as asas para receber tudo o que o
mundo tem para dar…”
Carmelinda Pimenta
“…
é a liberdade que rasga os céus, com asas de sonho e pensamentos doces. O meu
Pássaro é aquele que mais sonha, mais quer e ambiciona, é aquele que realiza e
não desiste, alcança tudo o que a vida desafia, é um lutador reconhecível, é um
Pássaro da vida. É o meu Pássaro da Alma.”
Cedelina Mendes
“… é a minha vida, meu criador,
meu protetor. O meu Pássaro da Alma é o meu amor, minha paixão, meu ódio, minha
raiva. O meu Pássaro da Alma é o meu espelho, o meu reflexo.”
Cláudia Fonseca
“…
é a minha inspiração, a minha alegria e o meu viver. É por ele que eu acordo
todos os dias, é por ele que eu conquisto e concretizo os meus sonhos.
Viver é encantar, é aproveitar ao
máximo os momentos da vida e dela tirar ensinamentos. E tudo isso aprendi com o
meu Pássaro da Alma.”
Diogo Carvalho
“…
é o meu grande amigo nas horas más, ajuda-me a ter a calma necessária em
diversas situações, é ele que me apoia em tudo, vai comigo para todo o lado. O
meu Pássaro da Alma ajuda-me, principalmente, a conhecer a pessoa que sou
realmente.”
Fábio Anunciação
“…
permite-me voar em mim mesmo, conhecer o meu interior. Com ele entendo as
razões pelas quais reajo de diferentes formas perante os acontecimentos. O meu
Pássaro da Alma vai buscar memórias, os acontecimentos mais marcantes. Sem ele
não seria o que sou…”
Ineida Borges
“…
é um Pássaro muito feliz que está sempre a dançar e fazer gestos. Esse Pássaro
tem sucessos, faz atividades em vários sítios. Eu gosto do meu Pássaro da Alma,
é giro e amável.
É um Pássaro livre e simpático.
Estou apaixonada pelo meu Pássaro da Alma. Faz-nos divertir muito.”
Inês Ferreira
“…
representa um sentimento de revolta, algo profundo, mexe bastante com o nosso
ser e com o nosso estar.”
Isa Monteiro
“…
é muito simpático, por vezes torna-se
numa criatura complicada e triste.”
Jéssica Ribeiro
“…
sorri quando entro no mundo de sonhos, voa sobre florestas iluminadas, rios de
águas límpidas e olha para as estrelas num dia de céu estrelado.
Chora quando alguém me rebaixa,
zanga-se quando sinto solidão.
Mas é ele que ilumina o meu dia,
que traz alegria aos meus dias chuvosos e me apanha quando vou cair, é o meu
anjo da guarda.
O meu Pássaro da Alma abraça e
aquece-me, é ele que me lembra que o dia seguinte será melhor que o anterior.”
Luís Machado
“
… não tem calma, o seu interior é uma revolução e de bom não tem nem vivalma. O
meu Pássaro da Alma não tem pessoas, outros dentro de si com sentimentos bons.
Tem a solidão, a tristeza, a raiva e o amigo ódio, mas todos eles com
demoníacos dons.
O meu Pássaro da Alma até raiva
de si tem, pode-se tentar esperar algo alegre nele e ter esperança mas
desenganem-se…! Nada de bom lhe vem.
O meu Pássaro da Alma é um
autêntico monstro à espreita, só as suas ideias e a sua justiça é que o guiam.
Dentro dele corre apenas fria água. Quem o pode mudar, pássaro feito apenas de
mágoa? O meu Pássaro da Alma é triste, sombrio e agoirento. Cuidado com ele, a
sua cor é o cinzento.”
Micael Conceição
“… é aquele pássaro que se
transforma perante os problemas que me atingem.
Há dias em que o meu Pássaro da
Alma se encolhe e só lhe apetece fugir, há outros em que só tem vontade de se
erguer e lutar contra todos os sentimentos e emoções que o confrontam.
Gostava de poder não sentir o que
sinto para que o meu Pássaro pudesse ser livre, para que não sofresse
diariamente com tudo o que me rodeia.”
Pedro Brás
“… apareceu do nada mas como um
raio de sol iluminou-me a vida, fez-me sentir feliz. Apenas eu o via, as outras
pessoas não conseguiam tal coisa, talvez cegas com a ambição pela riqueza,
esquecidas da procura pela felicidade, esqueceram-se, também, do sentido da
vida.
Até que um dia o Pássaro da Alma,
não só o meu mas o de toda a gente, apareceu como o sol num dia quente de
verão, iluminando a vida de todas as pessoas, trazendo felicidade até aos que
sentiam os sentimentos mais obscuros…”