sábado, 24 de janeiro de 2015

... em desafios...







Voltar à magia dos ensaios. Percebermos, no fundo, quem somos e o que queremos.
 
(Vejo-vos crescer, dia a dia.)
 
Ouvem-me.
 
(Atenção à dicção. O que quer a personagem aqui? Como resolve ela a situação em que se encontra?)
 
Vamos falando da justiça e da injustiça. Do quanto podemos ser como animais. Obrigam-nos as regras a seguir desejos, vontades. As Vontades. Fica a revolta perante a Morte. Sussurram-nos os Deuses perante os nossos Desafios. Ir ao encontro da Essência do Teatro. Sim, estamos de novo a trabalhar. E apercebemo-nos que faria sentido agora este texto.
 
De hybris feito.
Em hYbris sentido.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

... a propósito...

 
Chico Buarque
Mulheres de Atenas
 

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas; cadenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas:
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas, serenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
 
 
(Obrigado, AI)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Boas Entradas...



... Sucessos...
... Saúde...
... Projetos de Vida e na Vida...
... Amizades...
... Compreensão...
 
... e muito Teatro.
 
 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ho-ho-ho-hYbris...

Obrigado, Adóstia. Obrigado, Filipa e Rita. Obrigado B.. Obrigado, Daniela, Diana (desculpa a troca do apelido) e Diogo. Obrigado, Fábio. Obrigado, Luana (desculpa o esquecimento inicial do cartaz). Obrigado, Marta. Obrigado, Wilidgelma.
 
 
 
Umas Fantásticas Festas a todos!
 
Sucesso.
Saúde.
Cumplicidades.
E muitos Projetos.
 
 
Sorrisos.
 
 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

... sobre as "italianas"...

Sabemos o que nos espera. As cadeiras vazias, um nervosismo que nos vai habitando. A conversa no palco. No centro, as pedras. Não simples pedras. Mas as da magia. Noa camarins estarão os adereços, expectantes, em sussurros de desejo. Serão Outros. Testemunharão os corpos que vão rindo, chorando, fingindo. Bolsões vazios. Pecados. Bonecas atrevidas. Pecados. Animais-vassoura. Pecados. Cordas ao pescoço. Pecados. Feitos, processos. Pecados e pecados. Formas de sapatos. Pecados. Uma cadeira, um manto, um pajem. Pecados, pecados e pecados. A loucura-salvação. Uma moça, um broquel, uma espada. Tantos pecados. Pecados. Espadas medievais. De novo a salvação. As palmas ficarão para outro dia. Afinal, são importantes. Mas não tanto. Porque voltámos a sentir mais um desafio. Conseguimos ultrapassá-lo. Não foi fácil. Todos crescemos um pouco. Procuraremos aprender com os erros. É esse, também, o objetivo de tudo isto. Aprender com os erros. Repensar. Atuar. (De novo). Repensar. Atuar. E um dia, quando formos Outros-Outros, estas imagens sorrir-nos-ão.
 
E a "italiana"? É sempre importante. À volta de uma mesa. Num círculo. Num palco sem palco. Mas a "italiana"... Não se preocupem. Nem é importante. Muita merda, hYbris. Somos Desafio!