Cena Um
Habituei-me a isto. Nas tardes em que o sol vai aquecendo a sala, a relembrar o NV e a agradecer-lhe, em segredo, esta magia feita de seres de plástico que vão dialogando entre si. Levá-los, depois, num pequeno bolso aos Sorrisos Quentes que me acolhem, cada vez que entro no Espaço-R. E ficamos por ali, depois, a confrontar os obstáculos que nos vão surgindo e a sorrir diante das soluções que encontramos. No fundo, a Vida. Apenas isso. A Vida.
Cena Dois
À barca, à barca, senhores, que teremos novas marés. Oh, poderoso público nosso, cá vindes vós, que cousa é esta? Entrai, entrai, não percamos mais maré...
Sim... Virão. Rir-nos-emos, de novo, quando se aperceberem do fogo infernal para onde caminharão... ih ih ih ih...
Cena Três
Um novo palco. Novas marcações. O frio é insuficiente para nos levar dali. Relembro, subitamente, a tempestade em que um velho Rei começou a ver, apoiado pelo seu sempre fiel Bobo. Estreitam-se relações, deseja-se, quem sabe, o Futuro-hYbris. Terão muitos desafios. A vontade de continuarmos com a mesma paixão de sempre. São assim estes processos. Feitos de olhares cúmplices. Voltarei a fechar a porta, no silêncio escuro. Ficará uma luz. E a vontade de voltar. Daqui a pouco. Um dia, qualquer dia.
Fiquem hYbris.



















