São como pequenas gotas de orvalho aquelas que vos vejo nos rostos, agora. Olho-vos. Invade-vos o silêncio. Dançam, neles, traquinas Memórias. Vivas. Peço-vos quase o Impossível. É de Sangue-Juventude a matéria de que são feitos. Desse que vos levará tão longe. Serão outros os Palcos onde irão sorrir. Também chorar. Haverá Abraços. Saio de um espaço doente, onde se procura a Esperança e encontro-vos, nestas mesas que vos desafiam, assim, a quererem o Mundo. E tê-lo-ão. Bem o merecem. Vão-se emprestando a personagens que vos falam aos ouvidos. E nessas breves conversas, íntimas, intrometo-me.
Traz-me essa Memória. Agora.
Quem é ele?
Quem era ele?
Quem é ela?
O que fazia?
Quem somos...? Nós...?
Depois, afastamo-nos e refugiamo-nos nessa rotunda negra. Encontramos o abraço que nos acolhe, os sorrisos que nos transformam. O encosto da cadeira que nos desculpabiliza. Teremos uma praia. Iremos regressar à água e nela habitaremos por tempos. Mais tarde, no Fim de uma Tarde-Depois, o pública nada saberá disto. Perceberemos a o seu respirar e as mesmas gotas a saberem ao nosso mar.
Assim vamos vivendo. No meio de Memórias. Das nossas Memórias. E na Memórias dos Outros. Porque já o somos também. E entre a justiça e a injustiça, o bom e o mau, a rebeldia e a ingenuidade, a coragem e o arrependimento, o Tempo vai sendo curto. Demasiadamente curto.
É bom viver neste Palco-Mundo.














