Ato Primeiro
Terá nascido em 497 ou 496 a.C e
falecido no inverno de 406 ou 405 a.C. Dramaturgo grego, foi um dos mais importantes
escritores de tragédias, juntamente com Ésquilo e Eurípedes. Terá nascido em
Colono, perto de Atenas, durante o governo de Péricles, considerado o apogeu da
cultura helénica e de acordo com uma enciclopédia do séc. X terá escrito cento
e vinte a três peças, das quais apenas sete se mantiveram de forma completa.
Foi o mais celebrado dos dramaturgos durante quase cinquenta anos, na
cidade-estado de Atenas, nos concursos dramáticos que tinham lugar nas festas
religiosas Leneana e Dionísia. Trabalhou como ator. As suas tragédias
apresentam-nos o sofrimento que decorre, por um lado, do excesso de paixão e,
por outro, o que é consequência do destino.
Σοφοκλῆς. Assim se chama, em
grego.
Sófocles. Assim se chama na
língua de Camões.
Ato Segundo
Uma Trilogia. A Tebana. Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona.
E é, nesta trilogia, este último texto dramático que nos fará homenagear
Sófocles. Sim. Antígona. Uma irmã deseja
sepultar um irmão. Creonte, o tio, absolutista, não o permite. Quem desafia as
leis de quem as dita só poderá ter um fim. O que fazer então? Defender os
valores da pólis? Ou permitir, de alguma forma, a intromissão de valores morais
que permitam a salvação de Antígona? O que fará a sua irmã? E o noivo de
Antígona, filho de Creonte? Conseguirá Tirésias, o adivinho-deus salvar tudo e
todos do que parece ser o fim iminente de personagens que acreditam nos seus
valores e que por eles lutam afincadamente?
Ato Terceiro
Sabem, no fundo teria sido bem mais fácil desistir. Os
obstáculos com que nos temos deparado tem-nos levado a pensar nisso. Afazeres
pessoais. Uma vida académica. A aprendizagem constante e o crescimento pessoal
no dia-a-dia. As novidades. As incompatibilidades. Mas hoje, perante os
obstáculos, acreditámos que seríamos capazes de homenagear Sófocles e todos aqueles
que tanto têm feito pelo Teatro. É quase um atrevimento fazermos este texto.
Lidamos com o que há de mais puro no Teatro. Lidamos com a Essência do Teatro. Mas
saberemos fazê-lo. Temos rido. Chorado. Temos questionado. Descoberto. E uns,
de forma mais fácil, outros de forma mais difícil. Mas tenho-vos visto crescer.
Como seres humanos que são. E como quem faz teatro da forma mais bonita e
verdadeira. E assim vamos percorrendo o nosso palco. Os nossos palcos. A fechar
ciclos. A abrir outros. E no fim teremos o sorriso do público.
“Simpathos”.
Autêntico.