(PM)
sábado, 5 de dezembro de 2015
Em processo...
Pensa-se no espaço. Em espaços. Vão surgindo de forma tímida. Como a neve, é de forma suave que nos tocam. Percorremos corredores, salas de aula, pequenos jardins. Apercebemo-nos que os não-espaços-que-eram nos passam a falar em segredo. Abraçamo-los. Ou rejeitamo-los. E neste grande espaço que é a Vida, cruzamo-nos com pessoas que nos trazem os seus cantinhos. É bom partilhá-los. Juntamo-nos à volta de uma mesa imaginária e vamos trocando as cumplicidades. Com...o se fossem cartas coloridas de um qualquer jogo. Dizemos "Preciso dessa carta!" e de imediato a recebemos. Porque não temos medo. Porque damos verdadeiro valor ao que somos e aos espaços onde o Somos. As cartas que transportam aqueles raios poderosos que nos querem derrubados procuramos afastarmo-nos delas ou, pelo menos, criarmos defesas para não cairmos.
É assim cada vez que estamos. Umas vezes todos. Outras menos. Mas a pensarmos sempre em conjunto. Nos sorrisos. Nos olhares. Nos abraços. Nas lágrimas que caem de forma traiçoeira. Na vontade-una.
Sempre em processo.
Fiquem hYbris
(PM)
Magia...
Há momentos assim. Há momentos em que o Teatro nos transforma. Há momentos em que o Teatro me permite dizer "Sentem-se como quiserem!" E vejo-vos nas cadeiras, deitados em cima de uma mesa, no chão. Em que vos vejo encostados a ouvirem. Há momentos assim. Pelo Teatro. E pela Poesia. De um lado, Maria do Céu Guerra. Do outro, Fernando Pessoa. Ser-se génio. No Teatro. Na Poesia. Artes que nos fazem viver. E por muita "intelectualização" que exista, será sempre o coração a fazer-nos dar a mão a alguém. Obrigado pela forma como estiveram, como ouviram e como imaginaram.
Fica o link. E o agradecimento à S. que me levou a conhecer isto. Obrigatório ouvir e ler. E bem haja quem decidiu criar o blog também.
Fiquem hYbris.
http://viciodapoesia.com/2011/08/10/fernando-pessoa-carta-da-corcunda-para-o-serralheiro-lida-por-maria-do-ceu-guerra/
(Texto retirado do blog http://viciodapoesia.com/, ao qual se agradece)
http://viciodapoesia.com/2011/08/10/fernando-pessoa-carta-da-corcunda-para-o-serralheiro-lida-por-maria-do-ceu-guerra/
(Texto retirado do blog http://viciodapoesia.com/, ao qual se agradece)
A carta da Corcunda para o Serralheiro
Senhor António:
O senhor nunca ha de ver esta carta. Nem eu a hei de ver segunda vez porque estou tuberculosa, mas eu quero escrever-lhe ainda que o senhor o nao saiba, porque se não escrevo abafo.
O senhor não sabe quem eu sou, isto é, sabe mas não sabe a valer. Tem-me visto á janella quando o senhor passa para a officina e eu olho para si, porque o espero a chegar, e sei a hora que o senhor chega. Deve sempre ter pensado sem importância na corcunda do primeiro andar da casa amarella, mas eu não penso senão em si. Sei que o senhor tem uma amante, que é aquella rapariga loura alta e bonita; eu tenho inveja d’ella mas não tenho ciúmes de si porque não tenho direito a ter nada, nem mesmo ciúmes. Eu gosto de si porque gosto de si, e tenho pena de não ser outra mulher, com outro corpo e outro feitio, e poder ir á rua e fallar comsigo ainda que o senhor me não desse razão de nada, mas eu estimava conhecel-o de fallar.
O senhor é tudo quanto me tem valido na minha doença e eu estou-lhe agradecida sem que o senhor o saiba. Eu nunca poderia ter ninguem que gostasse de mim como se gosta das pessoas que teem o corpo de que se pode gostar, mas eu tenho o direito de gostar sem que gostem de mim, e tambem tenho o direito de chorar, que não se negue a ninguem.
Eu gostava de morrer depois de lhe fallar a primeira vez mas nunca terei coragem nem maneiras de lhe fallar. Gostava que o senhor soubesse que eu gostava muito de si, mas tenho medo que se o senhor soubesse não se importasse nada, e eu tenho pena já de saber que isso é absolutamente certo antes de saber qualquer coisa, que eu mesmo não vou procurar saber.
Eu sou corcunda desde a nascença e sempre riram de mim. Dizem que todas as corcundas são más, mas eu nunca quiz mal a ninguem. Alem d’isso sou doente, e nunca tive alma, por causa da doença, para ter grandes raivas. Tenho dezanove annos e nunca sei para que é que cheguei a ter tanta edade, e doente, e sem ninguem que tivesse pena de mim a não ser por eu ser corcunda, que é o menos, porque é a alma que me doe, e não o corpo, pois a corcunda não faz dor.
Eu até gostava de saber como é a sua vida com a sua amiga, porque como é uma vida que eu nunca posso ter – e agora menos que nem vida tenho – gostava de saber tudo.
Desculpe escrever-lhe tanto sem o conhecer, mas o senhor não vae ler isto, e mesmo que lesse nem sabia que era comsigo e nao ligava importancia em qualquer caso, mas gostaria que pensasse que é triste ser marreca e viver sempre só á janella, e ter mãe e irmãs que gostam da gente mas sem ninguem que goste de nós, porque tudo isso é natural e é a familia, e o que faltava é que nem isso houvesse para uma boneca com os ossos ás avessas como eu sou, como eu já ouvi dizer.
Houve um dia que o senhor vinha para a officina e um gato se pegou á pancada com um cão aqui defronte da janella, e todos estivemos a ver, e o senhor parou, ao pé do Manuel das Barbas, na esquina do barbeiro, e depois olhou para mim para a janella, e viu-me a rir e riu também para mim, e essa foi a unica vez que o senhor esteve a sós commigo, por assim dizer, que isso nunca poderia eu esperar.
Tantas vezes, o senhor não imagina, andei á espera que houvesse outra coisa qualquer na rua quando o senhor passasse e eu pudesse outra vez ver o senhor a ver e talvez olhasse para mim e eu pudesse olhar para si e ver os seus olhos a direito para os meus.
Mas eu não consigo nada do que quero, nasci já assim, e até tenho que estar em cima de um estrado para poder estar á altura da janella.. passo todo o dia a ver illustrações e revistas de modas que emprestam á minha mãe, e estou sempre a pensar noutra coisa, tanto que quando me perguntam como era aquella saia ou quem é que estava no retrato onde está a Rainha de Inglaterra, eu ás vezes me envergonha de não saber, porque estive a ver coisas que não podem ser e que eu não posso deixar que me entrem na cabeça e me dêem alegria para eu depois ainda por cima ter vontade de chorar.
Depois todos me desculpam, e acham que sou tonta, mas não me julgam parva, porque ninguem julga isso, e eu chego a não ter pena da desculpa, porque assim não tenho que explicar porque é que estive distrahida.
Ainda me lembro d’aquelle dia que o senhor passou aqui ao Domingo com o fato azul claro. Não era azul claro, mas era uma sarja muito clara para o azul escuro que costuma ser. O senhor ia que parecia o proprio dia que estava lindo e eu nunca tive tanta inveja de toda a gente como nesse dia. Mas não tive inveja da sua amiga, a não ser que o senhor não fosse ter com ella mas com outra qualquer, porque eu não pensei senão em si, e foi porisso que invejei toda a gente, o que não percebo mas o certo é que é verdade.
Não é por ser corcunda que estou aqui sempre á janella, mas é que ainda por cima tenho uma espécie de rheumatismo nas pernas e não me posso mexer, e assim estou como se fosse paralytica, o que é uma maçada para todos cá em casa e eu sinto ter que ser toda a gente a aturar-me e a ter que me acceitar que o senhor não imagina. Eu ás vezes dá-me um desespero como se me pudesse atirar da janella abaixo, mas eu que figura teria a cahir da janella? Até quem me visse cahir ria e a janella é tam baixa que eu nem morreria, mas era ainda mais maçada para os outros, e estou a ver-me na rua como uma macaca, com as pernas á vela e a corcunda a sahir pela blusa e toda a gente a querer ter pena mas a ter nojo ao mesmo tempo ou a rir se calhasse, porque a gente é como é não como tinha vontade de ser.
(…)
– e emfim porque lhe estou eu a escrever se lhe não vou mandar esta carta? [texto não lido]
O senhor que anda de um lado para o outro não sabr qual é o peso de a gente não ser ninguem. Eu estou á janella todo o dia e vejo toda a gente passar de um lado para o outro e ter um modo de vida e gosar e fallar a esta e áquella, e parece que sou um vaso com uma planta murcha que ficou aqui á janella por tirar de lá.
O senhor não pode imaginar, porque é bonito e tem saude o que é a gente ter nascido e não ser gente, e ver nos jornaes o que as pessoas fazem, e uns são ministros e andam de um lado para o outro a visitar todas as terras, e outros estão na vida da sociedade e casam e teem baptizados e estão doentes e fazem-lhe operações os mesmos medicos, e outros partem para as suas casas aqui e alli, e outros roubam e outros queixam-se, e uns fazem grandes crimes e ha artigos assignados por outros e retratos e annuncios com os nomes dos homens que vão comprar as modas ao estrangeiro, e tudo isso o senhor não imagina o que é para quem é um trapo como eu que ficou no parapeito da janella de limpar o signal redondo dos vasos quando a pintura é fresca por causa da agua.
Se o senhor soubesse isto tudo era capaz de de vez em quando me dizer adeus na rua, e eu gostava de se lhe poder pedir isso, porque o senhor não imagina, eu talvez não vivesse mais, que pouco é o que tenho de viver, mas eu ia mais feliz lá para onde se vae se soubesse que o senhor me dava os bons dias por acaso.
A Margarida costureira diz que lhe fallou uma vez, que lhe fallou torto porque o senhor se metteu com ella na rua aqui ao lado, e essa vez é que eu senti inveja a valer, eu confesso porque não lhe quero mentir, senti inveja porque metter-se alguem comnosco é a gente ser mulher, e eu não sou mulher nem homem, porque ninguem acha que eu sou nada a não ser uma especie de gente que está para aqui a encher o vão da janella e a aborrecer tudo que me vê, valha me Deus.
O Antonio (é o mesmo nome que o seu, mas que differença!) o Antonio da officina de automoveis disse uma vez a meu pae que toda a gente deve produzir qualquer coisa, que sem isso não ha direito a viver, que quem não trabalha não come e não ha direito a haver quem não trabalhe. E eu pensei que faço eu no mundo, que não faço nada senão estar á janella com toda a gente a mexer-se de um lado para o outro, sem ser paralytica, e tendo maneira de encontrar as pessoas de quem gosta, e depois poderia produzir á vontade o que fosse preciso porque tinha gosto para isso.
Adeus senhor Antonio, eu não tenho senão dias de vida e escrevo esta carta só para a guardar no peito como se fosse uma carta que o senhor me escrevesse em vez de eu a escrever a si. Eu desejo que o senhor tenha todas as felicidades que possa desejar e que nunca saiba de mim para não rir porque eu sei que não posso esperar mais.
Eu amo o senhor com toda a minha alma e toda a minha vida.
Ahi tem e estou a chorar.
Maria José
Este impressionante texto que Pessoa, ao contrário do que habitualmente lhe acontecia, completou e dactilografou é, se bem que inesperado, o auto-retrato mais acabado – e terrivel! – dessa “grande alma” que se sentia “ninguém”., são palavras da editora do texto, Teresa Rita Lopes, que um pouco antes escrevia:
A comiseração de Pessoa por si próprio vai atingir o seu mais alto grau e a sua expressão mais despersonalizada no monólogo duma Maria José, que incarna de forma extrema, metaforicamente, o ser aleijado, aborto do destino, que se vê ser na Carta da Corcunda para o Serralheiro.
Maria José é a voz feminina que, como tal, mais longamente se faz ouvir no universo pessoano. É a metáfora de uma alma “à janela”, como a do monólogo em situação incluído no Livro do Desassossego mas que é muito mais que a página de um diário:
Se a nossa vida fosse um eterno estar à janela, se assim ficassemos, como um fumo parado, sempre, tendo sempre o mesmo momento de crepusculo dolorindo a curva dos montes. Se assim ficassemos para além de sempre! (LD, 1,p.312, Atica 1982)
E acrescenta, mais longe, evocando como se o esquecesse um tu ausente:
Dói-me a alma… Um traço lento de fumo ergue-se e dispersa-se lá longe… um tédio inquieto faz-me não pensar mais em ti…
A voz feminina da Carta da Corcunda para o Serralheiro, assim mesmo intitulada, atinge o ponto máximo nessa escala da despersonalização que Pessoa percorria em todos os sentidos, estacionando em todos os degraus. Incarna esse “ninguém” que, na sua própria pessoa, Pessoa sofria sentir-se ser e que mima em Marcos Alves, Vicente Guedes (o da vida nulla), Bernado Soares (que todos os dias se proclama “ninguém”), Frederick Wyatt (o “coitadinho”), Barão de Teive (cuja vida é uma “batalha perdida no mapa”) e em todos esses outros que são estilhaços do espelho partido que se tornou.
Transcrevi longamente o texto em que Teresa Rita Lopes apresenta a Carta da Corcunda para o Serralheiro no vol. I de PESSOA POR CONHECER, sobretudo por se tratar de uma publicação rara e serem escassos ou nulos os comentários de enquadramento do texto na obra do poeta.
Enquanto leitor não especialista, interessam-me menos os aspectos de personalidade do poeta e de que forma se encontram disseminados na sua obra, que o impacto em mim provocado pela força do texto. Depois de o ler, e sobretudo depois de o ter ouvido lido por Maria do Céu Guerra, não mais olhei a deficiência com a indiferença distante que involuntariamente era a minha.
É uma daquelas obras-primas absolutas de que não saimos incólumes quando com elas nos cruzamos. Um enorme obrigado à Maria do Céu Guerra por a ter trazido até nós.
Noticia Bibliográfica
PESSOA POR CONHECER I e II, é um conjunto em 2 volumes subtitulados: volume I – Roteiro para um expedição, e volume II – Textos para um novo mapa. Foram publicados por Editorial Estampa em 1990, e neles Teresa Rita Lopes deu o ponto de partida para a divulgação organizada da obra de Pessoa, como hoje a conhecemos na sua maior parte.
sábado, 10 de outubro de 2015
... nesta Vida de Tampas-Coração...
Não sei se é sempre assim na Vida. Ainda não o sei. Vejo-vos
a sorrir, a desdenhar, a invejar. Todas trazem um objetivo. Contá-lo. Querem
fazê-lo. Como se aquilo que faz rodar o Mundo dependesse disso tudo. Sobem as
escadas que não sabem que vão subir, sentar-se-ão de forma lânguida, sedutoras
umas vezes, calculistas outras. Enervar-se-ão. No fundo, parece estar tudo
louco. Menos a mais, curiosamente. É assim que vos vejo já. Iluminadas,
escondidas. Prontas a surgirem sem que os que estarão do Outro Lado o esperem.
Mas é para eles que o fazemos. É por eles que o fazemos. Queremos distribuir
sorrisos, este ano. Consegui-lo-emos? Teremos a força de Deuses que se sentirão
esmagados pela Vontade, que nos seguirão. Teremos quem sempre esteve, mesmo que
seja o Outro-Pensamento. Há movimentos na Vida que nunca terão fim. O Fim
também é Pausa.
Ouvi-as, hoje, de novo. Surgira o Palco numa folha de papel
branca. Sempre lá estivera. E a navegar em notas de Desertos Brancos fui
ouvindo o que me queriam dizer. E de olhos fechados vi cada uma de vocês. A Emprestarem-se.
A tornar aquele espaço o mais bonito deste onde há tanto vivemos. Folheia-se
uma folha aqui, sobe-se um degrau ali, contorna-se a rotunda que nos faz
circular depois… e assim vamos vivendo. A tornar um mundo cada vez com menos
Magia naquilo que todos fazemos com o Sol. Transformá-lo no Baloiço-Infância já
longínquo. Conseguimo-lo fazer? Não sei. Mas adormecemos a pensar que tentámos.
Ontem. Hoje. Veremos Amanhã.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Pontos(es)
Era uma vez… um Ponto. Começara por ser uma mancha suave,
como se tivesse surgido por acaso. Do nada. Um ponto esbatido, apenas.
Rapidamente escureceu. Gostava de caminhar ao sol. Caminhos, atalhos,
bifurcações súbitas. Subira montanhas, descera vales. Mergulhara em rios
desconhecidos. Do nada despontaram outros pontos. Tinham começado da mesma
forma: Era uma vez um ponto. Caminhavam, agora juntos. Apercebiam-se das formas
que faziam nascer. Pequenos comboios. Tornara-se a descida dos vales mais fácil
porque agarravam as mãos uns dos outros. A escalada das montanhas também se
tornara mais simples. Faziam o mesmo. Agarravam as mãos uns dos outros.
Aperceberam-se que ao juntarem os sorrisos e os abraços ainda era mais fácil
fazerem tudo. Agora eram uma reta. E assim iam unindo outros pontos. E desses
pontos-retas nasciam letras. Traziam sons as letras. Um bater-bater regular. Os
sorrisos eram ainda mais fáceis. Os abraços. Tudo se tornara mais leve.
Apercebiam-se que ao levantarem os pés mais suavemente pousavam na madeira que
os sustentava. Dançavam. Pululavam. Descobriram que uma reta é feita de pontos
que tinham percorrido caminhos diferentes e que precisavam de dançar mais devagar.
Voltavam, assim, a dar as mãos e ficavam a saber como era o brilho dos que
andam mais devagar também. E lá seguiam, em linha reta. Como um comboio. Pequeno.
Ou grande. No fundo não interessava. Custava-lhes saber que os pontos também
precisam de ficar em determinadas estações e unir outros. Foi assim que
nasceram os pontos-lágrimas. E a história começava “Era uma vez um Ponto-Lágrima
que…”. Ou “Era uma vez um Sorriso-Saudade que…”.
Começaram novas estradas.
Sabiam que só a fechar estradas se conseguem abrir
fronteiras?
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
De novo as Pancadas... Uma... Duas... Moliére.
Os abraços quentes. Os sorrisos. O brilho nos olhos. As nossas pequenas infantilidades que tanto nos fazem querer viver. A sede. A sede de uma Arte que nos faz ser Outros naquele estrado de madeira que se tornou, no fundo, órgão. É assim que somos. É assim que estamos. Vamos deixando para trás, dia a dia, segundo a segundo, as conchas que que nos mantinham resguardados para construirmos as nossas ...para um dia aninhar. Somos a consciência dos nossos medos, das nossas vitórias. Lágrimas demasiadamente salgadas em momentos-angústia ou plenitude que nos faz voar. Assim crescemos. Assim nos renovamos. Continuamos a ser o desafio Do quotidiano. E o desafio No quotidiano. Queremos mais.
Não querer é viver morto.
Somos hYbris.
A toda a comunidade escolar, um fantástico ano letivo.
(PM)
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Cumprimos...
Orgulho.
Além do muito que sinto, é, acima
de tudo,
orgulho
orgulho
o que sinto por todos os que são
hYbris e dão tanto pelo Teatro.
Cada Um um mundo de sensações, de vivências e memórias. Em nome de quem não
conhecemos. Seria tão bom podermos entrar numa cápsula espacial, atravessar
Tempos-Fronteiras e falarmos-lhes. A Sófocles. A Gil Vicente. Dizer-lhes que
tudo aquilo que escreveram ainda faz tanto sentido. É quase inacreditável que o
Homem, afinal, tenha evoluído tão pouco quanto à mesquinhez, à arrogância, à
ganância. Fica-nos a consciência. Tê-lo-ão imaginado assim? Épocas tão
diferentes. Ou quem sabe, talvez não. Unem-nas (nos) esta Arte de Sentimentos
(Fingidos?) onde somos tão Verdadeiros. A Verdade do Teatro. Trouxemos o mundo
a um espaço tão pequeno e tornamo-lo gigantesco neste Desafio feito de
desafios. Rimos. Chorámos. Criámos. Fomos uns-outros. Fomos hYbris. Queremos continuar a sê-lo. E
algures, num Tempo que apenas adivinhamos, estará alguém, inquieto, à espera. E
que já nos espreita, de sorriso discreto.
Até para o ano. Boas férias.
Fiquem hYbris.
É orgulho aquilo que sinto. E tenho a Alma cheia de cada um de vocês.
PM
(Para breve o filme de
“Antígona”)
Obrigado a todos os que nos apoiarem, que nos abraçaram, nos deram força e nos acompanharam. Obrigado a todos os que Lá estiveram. Continuaremos a dar o nosso melhor. Pela paixão. Pelo Teatro. Por querermos que a Escola se torne sempre uma boa memória. Por sermos hYbris.
Cumprimos.
Cumprimos.
Boas férias. Fiquem hYbris.
PM
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