All the world’s a stage,
And all the men and women merely players;
They have their exits and their entrances;
And one man in his time plays many parts,
His acts being seven ages. At first the infant,
Mewling and puking in the nurse’s arms;
And then the whining school-boy, with his satchel
And shining morning face, creeping like snail
Unwillingly to school. And then the lover,
Sighing like furnace, with a woeful ballad
Made to his mistress’ eyebrow. Then a soldier,
Full of strange oaths, and bearded like the pard,
Jealous in honour, sudden and quick in quarrel,
Seeking the bubble reputation
Even in the cannon’s mouth. And then the justice,
In fair round belly with good capon lin’d,
With eyes severe and beard of formal cut,
Full of wise saws and modern instances;
And so he plays his part. The sixth age shifts
Into the lean and slipper’d pantaloon,
With spectacles on nose and pouch on side;
His youthful hose, well sav’d, a world too wide
For his shrunk shank; and his big manly voice,
Turning again toward childish treble, pipes
And whistles in his sound. Last scene of all,
That ends this strange eventful history,
Is second childishness and mere oblivion;
Sans teeth, sans eyes, sans taste, sans everything.
(from William Shakespeare, As You Like It, spoken by Jaques)
Quis o maior Dramaturgo de todos os tempos que fosse ele a
imortalizar uma das maiores verdades com que todos nos deparamos: o mundo é um
palco onde todos nós nos movemos como atores. Como se obedecêssemos a uma
espécie de desígnio lançado pelos Deuses, vamos saindo e entrando do e para o
palco como a rotina diária que cumprimos. E quando nos deitamos, apercebemo-nos
que a Vida parece ser, umas vezes, muito injusta, outras, parece, simplesmente,
sorrir-nos. Contracenamos no comboio, em casa, nos cinemas, nos bares, a ouvir
um qualquer saxofone perdido na noite enquanto, algures se suspira através de
uma janela, no trabalho, no carro, enquanto murmuramos uma cantiga-memória que
agora passa no rádio. Encontramo-nos uns com os outros, sorrimos, choramos,
rogamos pragas, agradecemos o bem que vamos tendo... As rotinas, o respirar, as
pontes atravessadas enquanto nos agarramos a outro, o perigo que espreita, ali,
com um sorriso… Alguém fica a dormir numa cama, aninhado em sonhos que nos
elevam ou nos aliviam, assim que abrimos os olhos.
Sim, digo, sim, dizes e depois, perguntas, depois, penso, o
mundo.
E a estrada passa a ser percorrida à velocidade que nos deixarem.
Tal e qual como na Vida.
Tal e qual como no Palco.











































